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Caro Jefferson, como vai você, os seus que, mais que seus, são as suas?
Sabe, sim, que lancei Alice por aqui. Em nada e por nada se manifestou. Mas sei que anda antenado nas coisas que são dos nossos, mesmo que nem sempre próximos. Sei também que, mais que antenado, comunga de intenções e interesses afins.
Também sei que leu meu primeiro, Sonho da Terra. Teve até a iniciativa de oferecer ao professor de linguagem de sua escola para que o divulgasse entre seus pares e que estimulassem o alunado a ler.
Se o fizeram, não sei. Sei que circulou em você a intenção, boa em si não sei, mas para mim ótima, e a repassou aos seus de atuação e propósitos, como as células do corpo material propagam entre si os elétrons e nêutrons.
E em nada se pronunciou a respeito do meu lançamento aqui em Floripa. Talvez porque veio a saber pela clandestinidade de notícias fonadas ou e-mailadas de que se fará um lançamento aí, em Curitba, por setembro.
Mas nada me desfaz o desprazer de não ouvir nada de você. Nem de crítica, nem de satisfação, nem de intenção de voltar a escritos diferentes talvez do que leu em meu primeiro. Nem de dizer: "já li um e conheço o outro" e nem de manifestar de que "pelo primeiro, ele revela o segundo".
Porém, digo a você que Lerá Alice, sim, por uma razão ou por outra.
Talvez lerá Alice porque saberá que, ao querer encontrar um modelito como stampa a ostentar em mesa da sala de banca de modelos humanos, o autor buscou, entre centenas e milhares, rostos diversos, e que, de início, o de Vitória revelava traços a se tornar adereços humanos de rosto de crinaça-enfeite por beleza e simetria.
Descrever-lhe-ia, assim, olhos, sobrancelhas, cílios, lábios, o rotundo das maçãs e a fotogenia para que realçassem o designer simétrico da sala preparada para ser banco de dados de feições humanas.
Mesmo assim, talvez pudesse dizer que, se há em Alice a descrição de uma outra, Beatrice, talvez, a mesa não teria o enfeite pensado pelo autor. Ele buscou nomes, fotos, ouviu sugestões, pesquisou entre milhares de retratos via internet. E encontrou, em albunzino guardado em gaveta, a fotogenia de Vitória para estar como adereço em mesa envernizada de sala de banco de dados de modelos humanos para receber mulheres e homens intencionados a escolher gênero para filhos, em fecundações assistidas. Mesmo assim, você, pai de Vitória, poderia estar indeciso e mais inclinado pela não-leitura de Alice no poder de Asclépio.
Talvez um dia perguntará ao autor de Alice por quantos outros rostos de menina ou mulher para "criar" a imagem descrita de menina a encimar a mesa envernizada e livre, ao lado, logo atrás a uma tela de computador e a um mouse sobre um colchenete com timbre da Clínica VitaeEugenia - o bom nascimento da vida.
O autor lhe dirá que terá passado por rostos diversos, símiles aos rostos de Vitória, como imaginava, e por mais rostos como os de Júlia, Natália, Daniela, Joana, Eliana, Emanuelle, Gabriela, Lílian, Selma, Berenice, Débora, Sônia, Zulmira, Antila, Zenita, um nunca terminar da relação. Mas fixou em Vitória. Decidiu por Vitória. Descreveu traços de Vitória. Talvez com deslealdade por deixar de outros rostos, como há deslealdade na mente do dono da Clínica VitaeEugenia - o bom nscimento da vida - que nem tanto aspira aos traços genéticos nem ao fulgor da imagem e simetria dos pequenos quanto à cobrança do valor que deles garimpa.
Se permanece ainda na incerteza de ler ou não ler Alice, certamente sucumbirá ao poder que atrai sua imaginação e fantasia em descobrir nos traços descritivos do autor os traços de Vitória.
Não, meu caro, Jefferson. Não deverá decidir-se pela leitura em busca dos traços dela. Talvez não sejam os dela que estejam expressos mas os da intenção do autor. E se não tem a intenção de passar pela intenção do autor, também não deverá passar pelos traços de Vitória descritos. Fica-lhe, por isso, a incerteza de ler ou não ler Alice no Poder de Asclépio.
Então, quê decidirá? Terá, sim, que se decidir. Pelo não ou pelo sim, Alice está "disponível", como sempre, mulher legítima, ao alcance do Homem - húmus verdadeiro. O que digo? Sim, digo que Alice está à sua mão e para seu coração, na prateleira, na livraria, como está na intenção do autor. E você fica aí pela torpe incerteza da decisão.
Talvez eu lhe possa ainda sugerir algumas idéias a respeito de Vitória, cujos traços, que ainda não leu, podem estar desconformes aos traços da filha porque originados na intenção do autor, atarantado pelo querer expressar outro sentido de Mulher que não a descrição do ser de Vitória. Ou deverá ler antes de imaginar situações? Lerá, e se decepcionará com os traços lidos que não são os de Vitória e são, antes, ilusões das sensações do autor marcadas no texto como traços de um rosto para a mesa da banca de datos, com a tela do computador e o colchonete polpudo e o mause dinâmico? ou então, lerá e perceberá que são traços dela reais, na fotogenia da filha?
Permanecendo ainda na liquidez da dúvida que de passiva passa a incomodar, dependendo do preço do livro na estante da livraria, vale a pena tirar o espinhoso incômodo de ler ou não ler a respeito do que está escrito de Vitória; talvez nem dela, que poderá causar decepção, mas ver o encaminhamento de uma lenda ou mito que dizem haver por trás de uma descrição que, na intenção, se fazia objetivo ser bem redigida para o encadeamento de outras descições da narrativa de fatos e do romance inteiro.
E fica o modo da dúvida pior que antes, porquanto agora terá de pôr a mão no bolso para tirar a prata e dá-la ao livreiro; porquanto ainda tenha que sair do conforto da poltrona, depois de meia semana atribulada, chegar na loja, shopping ou na distribuidora, ir até o vendedor, que mais que vendente, hoje, será Mulher a atender. Essa, sim, poderá atrair mais que Alice no Poder de Asclépio porque Alice já está "em poder" e a que o atenderá se fará em satisfação pelo atender o desejo positivo de comprar a Mulher Legítima de que ela está de posse na estante da livraria.
Na melhor das relações, sairá da compra satisfeito pelo acolhimento da vendedora, que não só o atenderá para assegurar a si mesma a condição de ser legítima Mulher - profissional vendedora - apesar de vender Alice, mulher como ela, em poder de outro, Asclépio.
De saída, ainda na soleira da livraria, abrirá a página inicial do livro mas não se conterá e voltará à sua capa, cuja stampa representa as feições da diva romana - Vênus, a Mulher bela - que reportam traços da moça que lhe vendeu o livro. Volta o olhar e vê-a ainda na estante, sorridente da venda, com os mesmos traços da imagem da stampa da capa. Terá a genética de Vênus? Ora, Vênus era filha das espumas do Mar com os espermas de Saturno, espalhados sobre a água pelo golpe fatal da foice de Cronos, filho salvo pela mãe Gaia, decepcionada pelo procedimento do marido que lhe escondia nas entranhas os filhos para que o não destronassem do poder. De quem teria ela, a vendedora, os traços?
De genética de deuses, a bela Vênus em nada se decepcionou pelo casamento com o rústico e horrível Vulcano que, de tão feio, foi atirado ao mar pela mãe, Juno, mas criado por Ninfas amorosas. Esse casamento comungado entre Beleza e Rudeza se assemelha à incerteza entre o ler e o não ler o livro da descrição de Vitória.
Mas se há traços descritos de Vitória, e podem ser os verdadeiros, como dos espermas de Saturno e das Espumas do mar nasceu a bela Vênus com a beleza do mar, dos traços de Vitória, descritos, poderá imaginar características genéticas suas, de pai genitor.
Pelo não ou pelo sim da leitura de Alice em poder de outro, que é Asclépio, dos traços de Patrícia poderá extrair o que potencialmente é em seus traços de pai.
Por isso, passará a ler Alice em poder de Asclépio. Pois saberá que dos embriões que pôde gerar, não produzir, desencadearam as características suas entre os traços que são os potencialmente seus ou os da mulher que amou para gerar Vitória. Pelo sim ou pelo não, não mais lhe arderá a dúvida de ler Alice e passará a ter a dúvida de se encontrar ou se ignorar.
Aqui eu termino porque nada posso decidir por você. A decisão cabe a um somente - é por você.
Decidir, você decide! E deixará de confirmar ou confirmará ser Alice a imagem legítima de si mesma e alegoria do ser de mil outros. Milhões! Todos em busca ou na ignorância de si.
Abraço!
Cornélio Angelo Marcon
Cara
O projeto contido na carta do Chefe Seattle é o projeto da Primogenitura (Cl 1).
Trata-se de um "aviso de Gaia", em versão indianista, no século XIX, eco do que Francisco reforçara no século XIII (+- 1220), pela leitura atenta que fez dos livros do início da Era Cristã, depois da Era de Impérios Extensivos. Começava a Era do Império Intensivo.
A Humanidade se dividiu entre os que seguiram o espírito de dominação e os que aprofundaram o entendimento engênico de Gaia e da alma humana.
Seiscentos anos após a advertência amorosa de Francisco ( o Homem do segundo milênio, apontado pelos leitores da Times, entre sete outros gigantes do milênio ), aparece na voz de Seattle o grito-expressão
do sistema Gaia que poderá "re-construir" ou levar a Terra e a humanidade à dizimação.
Mas a voz do Chefe Seattle precisa ser ouvida nos dois textos, produzidos em interação mútua, entrelaçados por coerência como está coerente no coração e mente de cada indivíduo e estampado na organização celular em suas três dimensões genéticas fundamentais:
1) par cromossomático masculino,
2) par cromossomático feminino e
3) a presença do Espírito Vivificador, o "Anel Solar" de que a concepção de Amenóphis IV era apenas símbolo, alegoria fundada no fenômeno solar.
O sétimo capítulo de Alice no Poder de Asclépio (a idéia de Gaia espoliada) - A ESFINGUE CAINGANGUE - é narrativa do
pensamento e intenção do Chefe Seatle.
O capítulo corta a narrativa e, como que por encanto, agrega-lhe novo elemento, ainda não percebido pelo leitor: O País das maravilhas de Alice (até o final do sexto capítulo, o livro fala de Alice adolescente e mulher). O primeiro título pensado para o capítulo, conforme nota de rodapé foi: Código do útero humano, País de Alice menina.
Então, amigos do "Círculo do Sol", há quem esteja nessa mesma trilha de vocês, de maneira mais táctil que de pressuposição.
Talvez há necessidade de conjunção e de integração de unidades e de energia. Ou será melhor a permanência de cada um em sua base de ação para que, no reino de Gaia, os Filhos leais lhe entoem cantos diversos de motivos e de ritmos na
Canção que será dos cento e quarenta e quatro mil Cantores?
Há os "Admiradores" do "circulo do sol" como Amenóphis IV, deslumbrados das pulsões do "Anel" e há os que "marcam no frontal da pedra da tribo a carranca bifacial de Pajé e Mulá-muliê com o sinal da vida nativa da gente primeva" (vide capítulo).
Tanto uns quanto outros se nutrem do fecundidade de Gaia, uns pela admiração, outros, pela concepção de mundo e reconstrução de outros. Para muitos "Pajé" ou Chefe Seatle são apenas "Avisos" claros, distintos e fortes contra o poder destruidor de inadvertidos ou covardes.
Cornélio Angelo Marcon.
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1º Debate - Parte II
From: Cornélio Marcon
To: leitora number 1
Sent: Sunday, July 29, 2007 4:07 PM
Subject: Re: pedido de informações sobre seu novo livro
"Ser grosseira"? por que se enervar? apenas questiono seus pontos de vista! de sua discordância à resposta que me solicitou; nada mais. por isso passo a não entender seu "não estou interessada..."
Para mim você é bem-vinda ao meu endereço e eu gostaria de crescer com falas plausíveis e convincentes. Até agora não convenceu a respeito de seu ponto de vista, inicial. Se eu tivesse que "ser grosseira(o)", já teria tido motivos em sua segunda opinião emitida, sem embasamento, a respeito de uma expressão da sinopse de meu livro. Para não se irritar, duas coisas apenas:
a) É preciso entender muito pouco de unidade e de etiologia dos seres para dizer que "Especificações de funções e de órgãos" são apenas "complexos de redes de interações de genes, seus produtos e das proteínas reguladoras que detonam esses processos", como se tudo isso não dependesse de "causas determinantes", contidas no projeto (genótipo) de cada ser. De quaisquer estruturas proteicas ou outras, podem se originar lagartas, elefantes ou símios indeterminadamente? Se esses "complexos de redes de interações de genes, seus produtos e das proteínas reguladoras" "detonam esses processos", o fazem por força da força de sua unidade substancial. O descompasso de sua afirmação está no princípio da totalidade do ser. É o ser total que mantém a prioridade de sua presença sobre suas partes e para cada parte de seu desenvolvimento. O desenvolvimento total emerge do princípio da unidade do ser, potencialmente completo desde o início de sua concepção. A força da afirmação "sua projeção matural em nada é diferente à sua projeção inicial" se funda nesse poder da unidade do ser que sua estrutura genética.
b) De mais a mais, vou, sim, e quero por princípio ético, me abster "no futuro de (m)se beneficiar dos resultados (tratamentos, remédios ou terapias) desses estudos". Mas eu quero, eu e as gerações futuras, vamos ser beneficiados e beneficiadas por resultados de pesquisas decentes e justas. Uma, porque esses estudos e pesquisas podem ser desenvolvidos sem a agressão ao ser humano, em qualquer estágio de sua vida. Outra, porque, legalmente, não se pode alienar direitos individuais sem o livre e responsável consentimento dos envolvidos. Sabe-se que embriões e fetos, assim como as crianças, pré-adolescentes e até os adolescentes, são indivíduos humanos incapazes do senso de responsabilidade e de juízos de valor. O argumento legalista confirma ou não esta posição? Ou passaríamos a aprovar as atitudes genocidas de estadistas ainda hoje buscados por tribunais internacionais por procedimentos não éticos? Ou vamos defender a manutenção de benefícios e interesses a custa do sacrifício de inocentes. Por que caminhos pretendemos andar? E o que fazemos valer? O princípio de Gerson do "tirar vantagem em tudo? Ou o de Marta Suplicy, diante do sofrimentos do povo atribulado nos aeroportos: "relaxe e goze"?
Não! não nos devemos furtar à reflexão é à crítica. Importa sempre sermos receptivos aos sussuros do que nos dirão os resultados de pesquisas serenas e não compatibilizadas com tendências que afastam o homem das Humanidades. Ainda penso que há redutos da Dignidade Humana. Um deles, talvez o de prioridade, a justeza do pensamento humano. Em ordem e na seqüência, o coração humano, o da maternidade em primeiro lugar.
Cornélio Angelo Marcon
----- Original Message -----
From: leitora number 1
To: Cornélio Marcon
Sent: Saturday, July 28, 2007 12:00 AM
Subject: Re: pedido de informações sobre seu novo livro
olha, não quero ser grosseira, mas realmente não estou interessada...
e vamps e venhamos, é preciso conhecer muito pouco de embriologia e biologia molecular para sair dizendo que "Em qualquer ser vivo, diferentemente dos corpos, a sua projeção matural em nada é diferente à sua projeção inicial. As especificações de funções e de órgãos são diferenças temporais, de superfície e de forma."
Especificações de funções e de órgãos nào são meras "diferenças temporais de superfície e forma", mas desenvolvimentos complexos de redes de interações de genes, seus produtos e das proteínas reguladoras que detonam esses processos. Potencial (de vida) é algo muito diferente e distande de vida (realizada).
Eu só espero que as pessoas que criticam a tal "matança" de embriões se abstenham no futuro de se beneficiar dos resultados (tratamentos, remédios ou terapias) desses estudos.
----- Original Message -----
Leitora number 1
From: Cornélio Marcon
To: leitora number 1
Sent: Friday, July 27, 2007 5:03 PM
Subject: Re: pedido de informações sobre seu novo livro
Prezada Leitora number 1, concorda em que não há convergências para o enfoque jurídico, nem para o religioso, nem para o social. O que deveria convergir seria, diante desses titubeios da Lei, do Pensamento Histórico-Religioso e, hoje, administrativo-sanitário, ao menos o sentimento humano e, mais que tudo, o maternal. O que digo? Maternal.
Na verdade, o que a maioria estabelece é uma parcial visão de Homem, ou, se prefere mais do lado feminista, de Humanidade involuída. O óbvio é que a Vida é a realidade fundamental. Óbvio, ainda é, que a Vida se cicla e recicla segundo seu grau de Presença. A qualidade de presença indica a Qualidade de Vida. E na Qualidade de Vida, se consubstancia o critério de valorização. O que é Vivo se qualifica existencialmente vivo. E diferentemente da composição mineral, o processo vital de cada ser é a animação de seu próprio projeto - matéria assinalada da quantidade e de sua forma. Ora, na base da "assinalização" material para a quantidade constituída da forma, isto é um princípio da Metafísica que salvaguarda a substancialidade ontológica, está a unidade do ser, que se determina à evolução segundo seu plano de individuação. Em qualquer ser vivo, diferentemente dos corpos, a sua projeção matural em nada é diferente à sua projeção inicial. As especificações de funções e de órgãos são diferenças temporais, de superfície e de forma. As qualificações ontológicas do ser não se definem, portanto, no exercício de funções, de suas partes (inteligência, sentimentos, de idade, etc.), mas definem-se no ato da constituição de ser.
Por isso, todas as teorias que definem o "ser humano" a partir de fases, épocas, estágios presumíveis de aparecimento de órgãos, de funções, de sentimentos, assim por diante, deverão, sim, ser questionadas. Em sua maioria? Em sua maioria. Sabe-se que a Jurisprudência e o Direito, inclusive o Internacional, evolui segundo os ditames teóricos hegemônicos. A pressão social, antes mesmo que a pesquisa científica,tem força de fazer tender a Jurisprudência a ditames e a decisões judiciais. Veja a questão dos direitos individuais, hoje, que rumos estão tomando no Brasil e no mundo. Significa dizer que Direito Internacional e a Jurisprudência são consensualmente a fonte da Verdade?
Tenho receios do Direito quanto tenho receios dos Pontos de Vista do indivíduo. O que precisamos é da abertura de Espírito e a inclinação de toda hora questionarmos da autenticidade e legitimidade de nossas "certezas". "Certezas" temos do que ó óbvio, o não provável. E o Direito Internacional, acima de tudo, deverá estar inclinado ao atendimento da legitimidade individual, não à sua inclinação emocional, circunstancial, passional. Direito Nacional ou Internacional nascem como nascem as Cartas Magnas das nações. Com quanta "conturbação" e com quantos desentimentos elas nascem! E quem aprova de verdade? Não são as "Tendências" majoritárias, nem sempre da verdade, mas de "interesses"?
Sabemos que os processos humanos são julgados pelas Leis Vigentes, pelo Status quo em que a Lei foi definida. Subordinar a concepção de Ser-Humano nascedouro pelo atual Status Quo de concepções do passado deverá certamente inquietar a todas as pessoas de bom senso. Em grande número de ajuizamentos e de definições judiciais "estarmos satisfeitos" com o "critério" das Leis atuais será a mesma atitude dos que "estavam satisfeitos" com a condição dos escravos, quando a Nação "admitia" importar como animais, para o trabalho, em condições indignas.
Perguntar, serena e humildemente, no interior da Alma Feminina, não à mulher "precipitada", "desesperada", "condicionada" e "alienada", mas à Mulher em condições de arbitrar sobre si mesma e sobre as condições de seu existir, à Mulher capaz de tomar sadias atitudes perante a Vida, poderia ser um critério para a sondagem da satisfação da Lei ou das muitas teorias vigentes, inclusive de natureza ético-religiosa. Ou haverá de se negar da Mulher e do Universo?
Sermos descrentes? Não certamente. Mas interrogantes, isto sim! Não será a atitude Humana fundamental do que é mesmo ser Pessoa Humana, cada vez mais relegada e enxotada? Quem está bem hoje? e quem estará Melhor perante nossa sociedade? Infelizmente, Tudo para poucos e nada para muitos. Essa é a Lei em vigor. Enquanto isso, a tendência da exclusão vai avançando e invadindo, até na praia da alma feminina.
Os gregos antigos, não os gregos filósofos, em sua Teogonia, tinham em Gaia a origem da Vida e a ela atribuíam sua conservação. Por isso, no livro, falo tangencialmente de Alma Feminina como Alma do Universo, mas que se constrói com a Alma Masculina, diferentemente das atitudes dos deuses Urano e Cronos e, depois, do próprio Zeus. Sobre esse "Parecer" se formou o Mito da Esfinge devoradora do Homem. Quem destruiu esse mito? Certamente depois de Sócrates, criador da Maiêutica. Sófocles apenas ridicularizou os descrentes do Mito-Esfinge e desacreditou do saber de Sócrates. O trágico fez-se no final de sua obra: A um a cegueira e a morte no exílio e a outra, o enforcamento (Quarto capítulo de ALICE NO PODER DE ASCLÉPIO).
Mitos há hoje que são os Parlamentos de Leis e de Estatutos. E há os descrentes do Homem e que, por isso, pincelam horizontes vastos e limites abertos para os Nobres, e criam muros apertados para seus "desiguais", que os deverão sustentar e manter. E há os que batem palmas para essas diferenças, não se importando que a massa humana maior amasse no "lodo de carnes humanas" misturadas ao sangue, o grito de quem não pode ser ouvido.
Vamos, vamos sim, nos conformar com o Relatório de Kissinger. Afinal, ele é a expressão do, hoje, Império do Mundo. Todos os homens e todas as mulheres, batamos palmas à ardilosa pretensão de domínio material, conforme a Estrela da Mercedes, no Mar, no Ar e na Terra.
Cornélio Angelo Marcon
----- Original Message -----
From: leitora number 1
To: Cornélio Marcon
Sent: Thursday, July 26, 2007 5:44 PM
Subject: Re: pedido de informações sobre seu novo livro
sorry, mas não tem "amparo científico", como v. alega.
não existe consenso científico para a caracterização do início da vida humana. diferentes áreas do conhecimento têm diferentes definições. momento da concepção, início da gravidez (5 dias após a fertilização, como define a Sociedade Internacional de Ginecologia e Obstetrícia), início da formação do sistema nervoso logo após a gastrulação (cerca de 20 dias), início da formação do cérebro (por volta de 25 dias), perda de cauda e guelras (por volta do 2 meses e meio), conclusão da formação do cérebro humano (por volta de 4 meses), início de funcionamento do cérebro humano (por volta de 5 meses), maturação dos pulmões, por volta dos 7 meses de gestação e nascimento propriamente dito.
A expressão, portanto, não dispõe do alegado amparo científico. Ao contrário é carregada desde já de juízo de valor e, por conseguinte, de pré-julgamento.
Juridicamente, a alegação carece de fundamento também, já que a própria lei nào se define quanto ao status jurídico-legal dos não nascidos. O código penal processa por um único homicídio o assassino que tira a vida de uma mulher grávida, mas aquele que mata a màe e o recém-nascido em seu colo é processado por duplo homicídio. Assim, a própria lei admite diferentes status para embriões e nascidos. Não fosse assim, os que, na tentativa de ter um filhos, recorrem às técnicas de fertilização assistida seriam incriminados por prática de abandono, maus tratos e abuso de seus embriòes congelados.
As diferentes religiões têm visões e abordagens para o tema bastante diferentes. Para os Testemunhas de Jeová, por exemplo, a vida humana só começa no momento em que o embrião passa a produzir seu próprio sangue (por volta de 20 dias); os muçulmanos, entre os 30 e 40 dias (quando Allah sopra o espírito na futura criança), os judeus quando a criança nasce (ou melhor, quando a cabeça da criança emerge do corpo da mãe), os católicos, no momento da fertilização do óvulo.
Há ainda os diferentes pontos de vista dos filósofos e bioeticistas. E cito o prof. Marcos Segre, bioeticista da Universidade Federal de São Paulo: "Uma nova vida humana começa no momento em que se estabelece um vínculo emocional da mãe para com a criança que carrega."
----- Original Message -----
From: Cornélio Marcon
To: leitora number 1
Sent: Thursday, July 26, 2007 9:40 AM
Subject: Re: pedido de informações sobre seu novo livro
E não é matança? Cada embrião eliminado é uma vida truncada, como cada maçã, em manejo de raleio, é maçã destruída. A consistência da expressão tem amparo científico.
Cornélio Angelo Marcon
----- Original Message -----
From: leitora number 1
To: Cornélio Marcon
Sent: Wednesday, July 25, 2007 10:11 PM
Subject: Re: pedido de informações sobre seu novo livro
sorry, mas o uso da expressão "matança de embriões" já diz muito
Leitora number 1
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1º Debate - Parte I
Prezada Leitora,
Me perdoe, prezada Leitora, mas sem a leitura do livro, não está autorizada à inferência que faz. Esteja ou não explicitamente escrito o Estatuto do leitor, tanto quanto exista o do escritor, a relação entre a síntese o texto e a globalidade textual será a Fidelidade às idéias. E a Fidelidade às idéias será monitorada pela leitura eficiente, de qualidade, do texto integral.
No livro, "agir não ético da médica em oposição às convicções da pedagoga" faz referência a outro texto da cultura grega. O texto está citado no livro, a que somente agora terá acesso pelo site da livraria.
Para a afirmação que faz, deverá, sim, fazer a leitura por completo não somente do texto em questão, mas do livro todo. E, depois da leitura do livro, ainda deverá se perguntar se ele representa a legítima e pessoal posição do leitor; ou se não é a busca de nova leitura de um texto considerado básico para o estabelecimento de uma teoria científica.
Por leituras inadequadas de textos e da vida é que os pontos de vista se tornam "perigosos", e levam ao extremismo teórico.
Os pontos de vista são expressão da individualidade e do arbítrio humano. Na releitura de Édipo fugitivo de sua Terra, percebo o quanto os gregos entenderam essa questão de ponto de vista. A definição por um ponto de vista não se dará por pontos de vista mas pela conexão intrínseca e determinante entre Gaia (origem) e o Ponto Ômega (finalidade ontológica de cada ser e do Sistema Universal).
O trágico que Sófocles estabelece em Édipo está em que o figurante se aproxima de seu destino de Homem pela resposta ao enigma proposto pela Esfinge. Supera o empecilho a sua vida e conquista a coroa do Reino (tendência ao Ponto ômega). Infelizmente, segue seu ponto de vista e, pela interpretação equivocada de textos de oráculos, se determina em busca da vida. E o que ele constrói para si e para seu país?
O texto de Sófocles nos atemoriza. Freud passou por ele e a leitura que fez dele desencadeou uma discussão, hoje abraçada por mil seguidores, que também andam descontentes com a limitação da interpretação e teoria produzida. O que vemos como resultados de buscas e inquietações?
Vemos a Dignidade humana lançada à vala comum de procedimentos nocivos à convivência e de genocídios não dimensionados. Depois da Psicanálise e das muitas definições de dissidentes, se instalou uma verdadeira liberalização dos limites a tudo, da educação à prática diária do que se faz e do que se pensa, inclusive pelo apreço à Vida. Tudo se explica como conseqüência de serotoninas e noradrenalinas ou de passados desassimilados. E o que vemos de real ao nosso redor? Cada dia se instalando mais a Cultura de Morte, que medra nas teorias sobre a vida e no dimensionamento humano por mentes infantis em corpos que se fazem mães ou caciques de gangues. O que, antes, era sonho para a vida, torna-se, agora, conjeturas para o extermínio.
Humanamente, o Mal maior não é o erro cometido, mas a abstinência que fazemos à nossa natural inclinação para o ver novo de cada dia, o verdadeiro Pão Nosso de cada dia nos dai, Hoje!
Diante disto, constantemente, diante de mim mesmo e da dignidade de Gaia (O Universo em Construção), pergunto da adequação de meu pensamento e da minha convicção. ALICE... nasceu disso! (semanticamente: Alice: mulher legítima). ALICE... é resultado de anos de busca a respostas do que considero a alma do Universo, mas que, pela própria excelência de vida, se determina a pontos de vista que podem levar a caminhos transversos por equívocos não previstos e por leituras nunca revistas dos textos do dia-a-dia. A Mulher legítima, poderá, sim, desandar pela ilegitimidade! Não Ilegitimidade pela Lei, mas na ilegitimidade de si mesma, caminho da Morte de si e do eco-sistema em que se debate.
Infelizmente, nem Governo, nem Sociedade, nem a Educação andam em busca permanente de Heureca para melhores destinos para o Planeta e para seus tripulantes. E a Ciência? pedirá por seu verdadeiro Objeto ou pelo que Seu Objeto lhe poderá trazer como Patente? Pontos de vista!
Talvez não interessam mais leituras completas, como não mais nos apercebemos dos descalabros que diariamente nos surpreendiam no passado e, hoje, não nos surpreendemos mais com eles. Até que, em má hora, nos surpreendam de verdade. Conforme o dizer em ALICE... Antropofagia, o Homem ser tragado pelo homem.
Cornélio Angelo Marcon
From: Leitora number 1
To: Cornélio Marcon
Sent: Tuesday, July 24, 2007 7:10 PM
Subject: Re: pedido de informações sobre seu novo livro
temos pontos de vista bastante diferentes sobre o que é ético e o que não é no que se refere ao uso de embriões em pesquisa mesmo assim, boa sorte com seu romance
Leitora number 1
----- Original Message -----
From: Cornélio Marcon
To: Leitora number 1
Cc: Marcon
Sent: Tuesday, July 24, 2007 1:14 AM
Subject: Re: pedido de informações sobre seu novo livro
Boa noite,
Já meio tarde, mas vou tentar passar meias-informações.
O livro (romance) foi construído como alegoria, da linguagem e da vida.
Descendentes dos protagonistas de Sonho da Terra, em São Paulo, as protagonistas são estudantes, no segundo grau, depois na faculdade. Alice se torna médica na área celular. Agair, descendente dos excluídos do Contestado (Sonho da Terra), torna-se pedagoga. A narrativa desenvolve a conflitante luta entre o agir não ético da médica em oposição às convicções da pedagoga. Os ingredientes narrativos são: informações da Bioética e Biotecnologia (coisas como a fecundação assistida, inseminação in vitro, células-tronco embrionárias, etc) e comércio dos produtos da maternidade, além de temas de indígenas, narrativas da Mitologia e releituras de mitos. O de Édipo conduz o motivo do livro, através de releitura dele.
Busco instigar à reflexão (contra a superficialidade),`ao conhecimento de si e à descoberta de motivações para a dignidade (contra o menosprezo de valores, inclusive da Vida); priorizo a da vida embrionária (a criminalidade externa não se originará da interna, da que se situa na intenção malévola? no ímpeto da matança de embriões e fetos?) A legitimidade de Alice profissional se consubstanciará em seu agir ou passará ela à ilegitimidade?
Se usei de sutileza em demasia, reclame um complemento, que lho passarei em período de luz. Para as horas de trevas, o aliciamento maior será o do sono.
Agradeço seu contato. Será um prazer tê-la no lançamento.
Cornélio Angelo Marcon
From: Leitora number 1
To: marcon@corneliomarcon.com.br
Sent: Monday, July 23, 2007 9:33 PM
Subject: pedido de informações sobre seu novo livro
Caríssimo,
sou de SP e, como seu site está em construção, não consegui informações sobre seu novo livro, que parece tratar de assunto de meu interesse, stem cells.
b. poderia me passar um resumo sobre do que se trata e qual sua abordagem, já que v. é especializado em lingüística e não bio?
atenciosamente
Leitora number 1
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DEBATE NO DIÁRIO CATARINENSE (Para o próximo domingo, 02/07/07)
"O QUE ESTÁ HAVENDO COM A EDUCAÇÃO DOS JOVENS PARA QUE CASOS COMO O DA AGRESSÃO A UMA DOMÉSTICA NO RIO TENHAM SE TORNADO COMUNS?"
Resposta com base no meu livro: ALICE NO PODER DE ASCLÉPIO ENTRE ÓVULOS, EMBRIÕES E FETOS:
Também porque a Mída põe o amor e o ódio em vala comum. A família, a Escola e a Sociedade não fazem frente a esse avalanche pernicioso. É preciso urgentemente um resgate do Amor, desde seu início, porque o Amor é "diálogo existencial travado entre o ser adulto da mãe e o ser inicial do zigoto. E é nesta relação entre a mãe e o Zigoto que está a origem da história individual do amor. O amor é pessoal. Não é arranjo comum. O amor é a voz única de o homem ser homem e de a mulher ser mulher em função do outro; a serviço do outro; em partilhar a vida com outro. O amor não tem apenas voz fêmea, nem tão só voz masculina. Uma é a voz do reclame da vida. Uma é a voz de ser o Homem total, desde sua unidade ínfima e íntima". (Pág. 125)
Cornélio Angelo Marcon
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Veja o que mandei para o André Petry (Veja, 28/02/2007, p. 87)
"Desculpe o Senhor Adré Petry. Dessa vez, também comeu gato e ufanou-se de carne de Nelore!
Infelizmente aproveira de um espaço preciosíssimo para dizer um disparate, em que confunde o meio de campo com os seus extremos. Em seu dizer ufanista, confunde a essência da matéria - o efeito da vacina - com o método a adotar.
Qualquer letrado sabe, confundir conteúdo e método pode ser tão danoso quanto colocar o carro arrastando seu motor.
É como numa sala. O quadro-para-giz está limpo e disponível para o ensino. Vai um tendencioso e escreve. Todos aguardam o que lhe sai do giz. Lêem. Um disparate! E riem. Por ironia ou por compartilhar do espírito distorcivo?
É! Palavras, são palavras. A corresponsabilidade, difícil!"
Cornelio Angelo Marcon
RG: 769 895 (Pr)
Florianópolis - SC
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Sobre a entrevista de Peter Singer, (Páginas Amarelas, 21 de fevereiro de 2007):
Na entrevista com Peter Singer, (Páginas Amarelas, 21/02/07), as informações iniciais da entrevista: que é da terceira idade, australiano, professor da Universidade de Princeton, que é especialista em ética, nos fazem estarrecer diante da argumentação dele: “considero o feto uma vida humana, mas não uma vida que tenha sensações e sentimentos, pelo menos na fase de gestação em que ocorre a maioria dos abortos”.
Por conta desse Professor de Ética, de Filosofia e de Humanidades, quantos excepcionais podem ser postos na “máquina da destruição”? Ele não está bem perto da teoria da dizimação de oito, dez, trezentos milhões de quem ele acha que não tem sensação. Não! Ele vai muito além. Quem ouve, e cala, consente em que ouve?
Cornélio Angelo Marcon.
RG: 769.895 (PR)
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